Quem é Ieshua
Em primeiro lugar, sabemos que ele não é o Jesus romano criado por Constantino. Assim, Ieshua não é o nome de Jesus em hebraico, mas uma outra pessoa. Então vamos primeiro dizer quem Ieshua não é. Ieshua não é parte de uma trindade, Ieshua não é deus filho, Ieshua não anulou a Lei, Ieshua não é o fundador do cristianismo. Agora faremos um breve relato de quem ele é.
Yeshua foi o primeiro ser criado pelo Eterno, ele foi chamado como o filho de D'us, título também dado ao povo de Israel como um todo, e ele veio restaurar a congregação do Eterno que começou com Avraham Avinu. Ieshua é o Messias, e cumpriu a primeira vinda do Messias como Mashiach ben Yossef, o servo sofredor.
Como mensageiro do Eterno, Ieshua é como um “transformador” que transmite uma unção vinda do espírito do Eterno de uma forma tolerável. Como já vimos, o próprio nome Mashiach significa literalmente aquele que está repleto de unção (óleo), e ele tem a plenitude do espírito do Eterno cabível em um ser. Em razão disto, ele foi criado com uma estrutura especial a fim de cumprir este propósito. O conceito de plenitude, entretanto, no que diz respeito a uma completa manifestação do Eterno não pode ser aplicado a ninguém, e nem mesmo aos céus e a terra, pois tudo o que foi criado pelo Eterno não pode contê-Lo na Sua plena manifestação. O Eterno como Ser, transcende a toda a criação e está além dela. Na verdade, o Eterno é o único que habita o mundo não existente e emana no mundo existente o Seu espírito. Ieshua, que recebeu o título de Filho do Eterno, é aquele que está encarregado da revelação do Eterno para o ser humano. Voltando à questão do transformador, o espírito que flui do Eterno não pode ser captado por nós diretamente, pois a sua “voltagem” é extremamente elevada e daí a função do Mashiach que transforma a “voltagem” tolerável a nós. Além disto, o Mashiach é aquele que abre os selos e desobstrui os caminhos que levam ao Reino de D’us, a fim de reativar a vida espiritual naqueles que através do seu testemunho fazem teshuvá em direção ao Eterno. Este processo é bastante complexo para a compreensão humana, como o Rav. Shaul disse, ao ir ao terceiro céu, que viu coisas que aos homens não é permitido dizer. Mas todos que buscam a verdade com a disposição de permitir que a própria verdade corrija seus caminhos, alcançarão gradativamente níveis mais profundos da verdade. Como já vimos, a verdade transcende o conhecimento, e tem o poder de nos libertar, transformar e fortalecer. No livro de Shemot (Êxodo) vemos como o nosso povo diante de uma presença muito intensa do espírito do Eterno temeu e pediu a Moshe (Moisés) que ele fosse o mensageiro do Eterno, e assim, ele, Moshe, estaria em contato com o Eterno e transmitiria para o povo as mensagens e a vontade de D’us. Porém, mesmo Moisés e todos os profetas receberam as revelações através do Mashiach. Assim, o Messias é aquele primeiro transformador que está ligado diretamente à fonte de todo o Poder, o Eterno. Ele reflete a luz do Eterno e é a lâmpada do Eterno (Hebreus 1: 3 e Apocalipse 21: 23). Todos os servos do Eterno estão ligados a Ieshua e através dele recebem a unção do espírito do Eterno numa intensidade (“voltagem”) apropriada e tolerável. O espírito do Eterno é vivo e é a própria manifestação do Eterno atuando numa espécie de emanação do Seu Ser, que vê todas as coisas, discerne todas as coisas, controla todas as coisas, julga todas as coisas e coordena todas as coisas, além de outras operações que não podem ser captadas, porque transcendem o nosso entendimento. Muitas coisas relacionadas à terra e aos homens Ele delegou ao Seu Filho, Yeshua, através de uma espécie de procuração que lhe concedeu poder e autoridade, estabelecendo-o como Rosh (líder) sobre a Congregação do Eterno e como Adon (senhor) da terra. Os seres angelicais também cooperam com este processo, especialmente aqueles que estão designados a atuarem na comunicação do homem com o Reino dos Céus.
Concluindo, o Eterno estabeleceu um manual para trilharmos os Seus caminhos, a Torah, é uma porta para entrarmos nos seus caminhos ou retornarmos a ele quando nos desviamos, ou seja, o testemunho do Mashiach. O Eterno também estabeleceu Sua Congregação na Terra, que começou com Avraham Avinu e permanece até hoje, e é constituída por judeus circuncisos na carne e no coração e por pessoas de todas as nações que se converteram ao Eterno através do testemunho do Messias, as quais foram circuncisas no coração. Vimos também que fomos criados tendo potencialmente toda a estrutura do Messias, mas através das nossas escolhas e atitudes podemos gradativamente trazermos à existência este potencial ou nos afastamos dele. Em suma, o propósito final de todas as coisas é nos aproximarmos do Eterno, fazendo constantemente teshuvá, retornando e estabelecendo uma comunhão cada vez maior com Ele. O Eterno é Um e não existe um segundo que se possa comparar com Ele. O Eterno é a fonte de toda a criação e o Messias Ieshua foi o primeiro a ser criado pelo Eterno, como o primeiro receptor, pelo desejo do Eterno de doar a Sua luz Divina. O Mashiach é também o único que consegue captar a luz Divina de forma plena, no sentido da plenitude cabível num ser, já que a plenitude relacionada ao Eterno não cabe em nenhum lugar, mesmo em todo o mundo existente, pois transcende a tudo e a todos. O Eterno, bendito seja Ele, é incorpóreo e o único que está além da própria existência e que vive na Luz inacessível, a qual ninguém tem acesso. Para finalizar, o judaísmo bíblico foi a única religião estabelecida pelo Eterno como uma porta para nos conectarmos com Ele, através da Torah e dos testemunhos, especialmente o do Messias Ieshua que abriu uma grande porta de retorno e conversão ao Eterno.
O nome do Messias em hebraico é “Ieshua” como está escrito nos manuscritos semitas, tanto nas versões em aramaico como em hebraico, e significa “D’us salva” ou “D’us é salvação”. Porém não é o nome hebraico de “Jesus”, pois o Jesus romano não é Yeshua. A igreja romana pegou emprestado a história de Ieshua e misturou com costumes e a cultura dos filósofos e do paganismo. Assim, vamos notar no Jesus romano várias coisas contraditórias com o Messias Ieshua, desde a aparência, até certos pontos fundamentais. Ieshua é o filho de D’us, Jesus romano é deus, Ieshua não anulou a Torah e viveu segundo o padrão da Torah, mas o Jesus romano aboliu a lei. Ieshua veio abrir uma porta para retornamos ao Eterno e nos convertermos ao Eterno, a igreja romana prega a conversão a Jesus. Observe então que não é só uma questão de nomes, mas da própria identidade do Messias que foi alterada pela teologia que surgiu em Roma. É preciso conhecer quem realmente é Ieshua, fora de toda a mistura que foi introduzida pela igreja romana. A verdade sempre se mantém “em pé”. Em hebraico a palavra mentira é “Sheker” e todas as letras têm apenas uma “perna”, e por isto não podem manter-se em pé. Por outro lado à palavra verdade em hebraico é “Emet” e neste caso todas as letras têm duas pernas, o que torna possível permanecerem em pé. Há um ditado que diz que a mentira tem perna curta e poderíamos acrescentar: “Mentira não só tem perna curta, mas uma perna só”! Mas, a verdade permanece em pé para aqueles que têm olhos e ouvidos dispostos a recebê-la.
Para um entendimento mais completo do assunto, adquira o livro O Filho de Elohim, que trata de forma profunda a revelação de Ieshua como Mashiach ben Yossef.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.